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Inteligência Artificial, Realidade Aumentada e Redes Neurais fazem parte de cases de sucesso na implantação de IoT em Smart Cities

O presente e o futuro das inovações em Internet das Coisas (IoT) estiveram presentes no Painel ‘Casos de Sucesso de IoT nas Smart Cities’. Os palestrantes apresentaram cases que envolveram desde iluminação pública inteligente até o uso de realidade aumentada para manutenção de elevadores. O painel foi mediado por Luiz Augusto Bellusci, Business Designer da Coisa Lab – Design e Tecnologia para IoT.

A primeira apresentação foi de Adriano Silva Aquino, CEO do Agilis Group. Ele falou do programa de mobilidade e conectividade criado por sua empresa para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste. Segundo dados apresentados pelo palestrante, entre 50% e 55% da população ativa brasileira ainda não é bancarizada, número que ainda deve aumentar em consequência da crise. O objetivo do programa foi levar acesso à micro crédito para esses cidadãos. Para tal, foi investido em treinamento pessoal, aquisição de tablets e investimento em uma plataforma completa para controle e monitoramento dos serviços que conta suporte em tempo integral.

Alessandro Loesch Jannuzzi, da Microsoft apresentou alguns cases da empresa utilizando tecnologias modernas, como inteligência artificial, realidade aumentada e redes neurais. Segundo ele, “a Microsoft utiliza quatro pilares para a implementação de projetos de Smart Cities: segurança pública, otimização de energia, smart buildings e serviços de campo, sempre visando engajar cidadãos, empoderar funcionários, otimizar operações e fomentar um ecossistema favorável”. O primeiro caso demonstrado foi a implementação de IoT para a manutenção preventiva predial. Nele, uma inteligência artificial em nuvem se conecta aos aparelhos da área comum do prédio (como sistemas de aquecimento ou iluminação) para detectar problemas e apontar as soluções necessárias.

O segundo case envolveu realidade aumentada (RA) na manutenção de elevadores. O sistema desenvolvido permite que o técnico faça todas as análises do elevador remotamente através de um óculos de RA. Após a detecção dos problemas, ele vai até o local e realiza os reparos através de comandos ainda em RA. O último case foi um projeto ainda em desenvolvimento, que visa utilizar redes neurais para a detecção de imagens em tempo real. Nesse sistema, câmeras inteligentes fazem a leitura do ambiente e interpretam a imagem. Isso pode ser usado para identificar perigos em canteiros de obra e linhas de montagem, no monitoramento de equipamentos ou mesmo no acompanhamento de pacientes em um hospital.

Na sequência Daniel Blanco, da Furukawa Eletric, falou sobre segurança nos sistemas IoT. Ele expôs o funcionamento do vírus MIRAI, que ao invés de infectar computadores infecta roteadores. Com a utilização de milhares de roteadores infectados em todo o mundo, o vírus ataca um servidor, que tem de se dedicar integralmente ao ataque e perde suas funções primárias. Um exemplo de rede IoT atacada dessa forma foi a estação de metrô de São Francisco, onde as catracas foram travadas. A solução apresentada por Blanco está na adoção de redes em sistema de malha, que contam com redundância.

O CEO da Exati Tecnologia, Dênis Naressi, falou sobre cases de tele gestão de iluminação pública. O primeiro deles foi implantado em Maceió, onde foram conectados dois mil dispositivos que contam com detecção de defeitos em tempo real, envio automático de ocorrências, informações sobre a qualidade de energia e possibilidade de dimerização em horas e locais onde há menos movimento. A dimerização poderia proporcionar aumento da vida útil dos LEDs usados na iluminação e economia significativa de energia, entretanto, segundo Naressi, existe uma norma que obriga que a iluminação mínima das vias seja definida pelo momento em que ela mais necessita de luz. Para mudar isso, o CEO propôs que a norma abarque limites mínimos de luz para diversas faixas de horários diferentes, e não apenas uma definida pelo maior valor. Outro case foi em Morretes, onde instalaram circuitos exclusivos sobrepostos para controlar a iluminação de praças. Outra crítica do palestrante ao poder público está na recusa de dados oferecidos por órgãos privados. Hoje a medição de consumo em iluminação pública não conta com dados precisos e é calculada com base em estimativas.

“A iluminação inteligente tem potencial para ser a precursora de IoT nas cidades brasileiras e é barrada pelo interesse em manter as contas elétricas elevadas” pontuou. Por fim, Victor Hugo Espírito Santo Moreira, fundador e CEO da Trackage, apresentou seus trabalhos em rastreamento. Apenas em 2016, 22 milhões de malas foram extraviadas, causando um prejuízo de 2,1 bilhões de reais. Como solução desse problema, a empresa criou uma plataforma de controle das malas que consegue localizar hora e local do extravio. A mesma tecnologia é aplicada em hospitais, através do controle de medicamentos e equipamentos de alto valor. Também existe um sistema aplicado a transporte, que cobre 15 mil veículos, entre carros de empresas, ônibus e tratores utilizados em pistas de aeroportos. É possível medir velocidade, localização e ociosidade dos veículos. Entre as vantagens, a redução de problemas com multas, acidentes e roubos, o aumento da produtividade e a prevenção da de uma possível má conduta do motorista, que pode gerar associação negativa com a marca.

No debate ocorrido ao fim das apresentações, Daniel Blanco apontou que a grande dificuldade para o desenvolvimento de Smart Cities está na criação da infraestrutura. “O caro é o serviço, não a fibra ótica. Depois de realizado um projeto primário, tudo pode ser integrado. O céu se torna o limite”, apontou. Já o CEO da Trackage assinalou como grande dificuldade a competição com mercados mais baratos, como o Chinês, e a falta de incentivos por parte do governo para o desenvolvimento de Smart Cities. Sobre as conexões disponíveis para IoT, o mediador Luiz Augusto Bellusci citou a necessidade de coexistência entre redes de fibra ótica, LPWAN e 5G, que suprem diferentes necessidades de sistemas no mercado.