logo_SCBA-cabecalho
logo_SCBA-cabecalho
Faltam 0 dias e 7 horas
iconefaceiconeutubeinonelinkedin iconeflickr
X

COMPRE SEU INGRESSO AGORA!
Não perca o mais importante evento de smart cities na América Latina. São as últimas vagas.

COMPRAR

Painel expõe projetos e aborda os desafios para tornar Curitiba uma Smart City

Apresentações de membros dos três setores marcaram o Painel 47 do Smart City Business America Congress & Expo 2017, que tratou do caminho que Curitiba deve traçar como cidade inteligente. Um dos principais temas foi o Vale do Pinhão, projeto da prefeitura para fomentar startups em região estratégica da cidade. O mediador do painel foi Tiago Francisco, diretor técnico da Agência Curitiba de Desenvolvimento.

A primeira palestra foi apresentada por Reginaldo Luiz Reinert, Presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC). Ele falou da visão do futuro da cidade pela perspectiva do desenvolvimento do Vale do Pinhão. Em relação a isso, existe um projeto de mobilidade para integrar a malha rodoviária da cidade através de novas conectoras, que em conjunto com os anéis viários já existentes farão com que cada parte da cidade conte com pelo menos três conexões de transporte público. A conectora 3, inaugurada recentemente, liga a Cidade Industrial com o Vale do Pinhão (onde ficava a antiga Cidade Industrial, no bairro do Rebouças). O quarte general do Vale se localiza no Moinho Rebouças, que será o responsável pela integração de tecnologia da informação com arte e cultura. “Teremos um espaço laboratorial onde não vai existir não como resposta inicial”, apontou Reginaldo. Pretende-se instalar em parte do Vale do Pinhão um ambiente focado em pesquisas na área da médica.

Dênis Naressi, CEO da Exati Tecnologia, falou das duas plataformas que sua empresa desenvolveu para a prefeitura. A primeira é o Metro Geo, criada a partir de iniciativa do IPPUC. O software trabalha com cadastros de georreferência, onde serão incluídas informações sobre os estabelecimentos da cidade. Luiz Gustavo Comeli, consultor do SEBRAE e palestrante do painel, falou da possibilidade de uso do Metro Geo no auxílio de novos pequenos empreendedores. “Se uma pessoa quer abrir uma panificadora no Boqueirão, a prefeitura pode informar que já existem outras tantas na região, mas que não há nenhuma lavanderia”, exemplificou Comeli. O outro programa criado pela Exati foi o City Flow, uma rede informatizada que aumenta o controle sobre a demanda e os atendimentos efetuados pelo serviço de iluminação pública.

A distância de Curitiba e de outras cidades brasileiras do conceito de Smart City foi tema da apresentação de Fernando Matesco, do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI). Segundo dados apresentados, Curitiba é a terceira colocada no Brasil no conceito Smart City, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Entretanto, a primeira colocada tem apenas 35,7 pontos de um total de 60 (Curitiba tem 34,88) Para Matesco, esse número comprova que ainda faltam avanços para o Brasil contar com uma verdadeira Cidade Inteligente. Segundo ele, a solução para Curitiba passa por uma boa estrutura de conectividade entre órgãos do município e da Região Metropolitana. Matesco também apresentou dois aplicativos de celular desenvolvidos para a prefeitura, o Saúde Já, que busca agilizar o atendimento das UPAs fornecendo os serviços do 156 no celular e outro destinado a dar aos pais de alunos da rede pública acesso ao desempenho e histórico de seus filhos em tempo real.

O Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) esteve representado no painel por seu CEO Sandro Vieira, que falou da importância da integração de todos os modais (transporte coletivo, locadoras de veículos, Uber/Cabify e afins, car e bike sharing e taxis). Sua ideia é que o cidadão possa utilizar vários desses vários meios de transporte para chegar até seu destino. Por exemplo, ele pode sair de casa de carro, estacionar em segurança em um terminal próximo, pegar um ônibus e alugar uma bicicleta para chegar em seu destino, tudo com a mesma tarifa. Segundo Vieira, o serviço de bike sharing já está em desenvolvimento para Curitiba. Ele também falou da Plataforma de consultoria Smart Cities Brasil, desenvolvida em conjunto com o ICI, que busca ajudar as cidades a descobrirem suas vocações próprias no caminho de se tornarem Smart Cities através de diagnósticos avançados.

Comeli, do SEBRAE, encerrou as apresentações expondo a necessidade em se promover um ambiente de negócios e criar um ecossistema favorável. No debate após as palestras, Vieira falou do projeto da ICI com a prefeitura, que está em andamento, e leva crianças de escolas públicas para um laboratório onde se apresenta o conceito de Smart Cities. Para ele, é fundamental educar as novas gerações a respeito do tema. Luiz Gustavo Comeli disse que Curitiba já tem o principal para se desenvolver de forma inteligente, que é a infraestrutura, e ressaltou a importância de integrarmos os serviços. Francisco completou dizendo que a cidade também já está avançada na coleta de dados para trabalhar com soluções mais inteligentes.