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Saúde e tecnologia são aliadas para melhoria do serviço, aponta painel

A tecnologia está mais próxima da saúde do que se imagina. O painel Saúde do Smart City Business America levantou o tema “Os impactos positivos e negativos da incorporação de tecnologias na saúde no contexto municipal”, e trouxe uma discussão verticalizada, que começou falando da operação da rede de comunicação e terminou tratando dos temas mais básicos da saúde público, como as epidemias e o Sistema Único de Saúde.

Sérgio Rosa, representante da operadora Oi, demonstrou como a empresa estrutura a comunicação para grandes clientes, como prefeituras, tendo em vista as muitas necessidades de conexão. “Um estudo estima que um minuto de redução no tempo de resposta de atendimento de ocorrência representa 8% em redução na mortalidade”, disse. “Com um sistema de geolocalização, conseguimos despachar ambulância ou bombeiros assim que recebemos a chamada”.

Os serviços baseados em localização funcionam com sensores que enviam dados do usuário para serem analisados. Uma rede móvel residindo em Big Data traduz dados em insights para apoio em decisões estratégicas. “A Oi possui diversas soluções para cidades e espaços conectados, como portal e aplicativo para cidadão on-line, digitalização de processos, indicadores de performance e serviços de Big Data”, destacou Rosa.

Raphael Bueno, sócio para o setor de Saúde da empresa Everis, demonstrou a estratégia da empresa de parceria com hospitais para adoção de soluções tecnológicas “Elegemos os hospitais de referência de cada país. Nossa parceria tem o objetivo de desenvolver funcionalidades que tragam diferenciais clínicos: uma arquitetura que organize essa estrutura e crie um ecossistema”, relata.

A empresa está presente em mais de mil clínicas na Europa e na América Latina, com soluções em 8,5 mil leitos e atingindo 25 mil pacientes. “Nossa tecnologia está sendo levada para a Smart City de Águas de São Pedro (SP), onde um pool de empresas desenvolve uma smart city modelo. “Lá, já temos 2,6 mil cidadão com prontuário eletrônico. Temos o objetivo de expandir e estamos abertos a parcerias para dissipar essa tecnologia”, destacou.

E para falar sobre a estrutura de saúde da cidade, subiu ao palco João Victor Barbosa, secretário de Saúde de Águas de São Pedro. Ele relatou que a implantação de tecnologias em saúde precisa não somente de investimento, mas também de uma mudança de cultura. “A gente tinha caso de médicos mais convencionais que se recusavam a digitar os dados no computador, e até ameaçaram se demitir por isso. Tivemos um grande trabalho de conscientização”, afirmou.

E por fim, a médica sanitarista Claudia Meirelles apresentou um levantamento sobre a saúde no Brasil, em relação à informatização. “Menos de 30% das cidades estão devidamente informatizadas. Temos alta rotatividade dos gestores da saúde e muita diversidade regional. Além disso, a crise financeira é um fator de adoecimento recente, além do desmonte do SUS”, apontou.

“Temos que modernizar o SUS, dotando-o dos mecanismos para que o processo de inovação em saúde se dê com racionalidade e segurança”, disse.