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Smart Cities não são feitas apenas com tecnologia: painel fala sobre a importância da cultura no ambiente inteligente

O painel 42, intitulado Smart Cities e cultura: negócios, desenvolvimento e inovação e mediado pelo procurador Heliomar Jerry Dutra de Freitas falou sobre a importância dos aspectos culturais no ambiente de uma cidade inteligente.

O primeiro a falar foi Marcio Schiavo, proprietário da Comunicarte. Ele iniciou com uma crítica ao modelo econômico não sustentável adotado hoje. Para Schiavo, o modelo é concentrador renda, pois 50% do dinheiro do mundo está nas mãos de apenas oito pessoas. Também pontuou que nosso modo de designar valor às coisas pode ser destrutivo. “O sistema de definição de valor por oferta e demanda acaba fazendo com que não valorizemos bens preciosos como a água e o ar, já que os temos em alta disponibilidade. Graças a esse pensamento, caminhamos para torna-los bens escassos”, disse. O empresário também falou da ausência de estudos econômicos no meio cultural e do alto potencial do mercado da cultura no Brasil. Como exemplos citou o Museu do Amanhã, eleito por dois anos consecutivos o melhor da América Latina, e a exposição de Dali em São Paulo, que recebeu cerca de um milhão de visitantes. Além disso, algo entre 1,2% e 4% do PIB brasileiro é gerado pelo mercado cultural, o que o coloca à frente das indústrias têxtil e farmacêutica.

Na sequência, Marcos Cordiolli, Sócio-Diretor da The Way, fez sua apresentação sobre o tema. Destacou que vivemos um momento de monetização das ações culturais. Segundo ele, parte dessas ações continuará sendo financiada por incentivos do setor público por não ter um plano de negócios definido. Também falou de como uma Smart City pode ajudar a fomentar a cultura. “Cidades conectadas abrem possibilidades para veiculação artística, dão visibilidade mundial para pequenas manifestações culturais que antes se mantinham quase anônimas”, apontou. Para Cordiolli a tecnologia da Internet das Coisas poderá ser uma possível difusora de cultura, pois tem o potencial de melhorar o acesso por parte do cidadão quanto de possíveis financiadores. Ele considera que o esporte e assistência social também devem ser integrados nesse modelo.

A palestra seguinte foi ministrada por Ney Carrasco, Secretário de Cultura da prefeitura de Campinas. “As pessoas só percebem a ponta do iceberg, que são os efeitos diretos e mercadológicos da cultura, e não percebem que cultura também envolve saúde, segurança e educação”, pontuou. Também falou sobre a formação simbólica que a cultura garante e que gera cidadãos mais esclarecidos, que são elemento fundamental no desenvolvimento de uma Smart City.

O último a se apresentar foi Luis Werlang, técnico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Ele falou sobre os programas de financiamento a cultura do BRDE e deu detalhes sobre a Lei Rouanet. No debate realizado em seguida, Cordiolli expôs alguns programas eficazes do Ministério da Cultura e da Fundação Cultural de Curitiba. Carrasco falou sobre um projeto no plano piloto de Campinas para a criação de um distrito cultural e destacou novamente a importância do desenvolvimento da cidadania através da cultura. Schiavo ressaltou a necessidade de se tangibilizar os resultados econômicos para comprovar o potencial financeiro da cultura. Segundo ele, é estimado que o investimento em um evento cultural renda até seis vezes o valor colocado.