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Categorias: Saúde e Educação.
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A população pode continuar a fazer denúncias de foco dos mosquitos, ter acesso à informação como sintomas das arboviroses, prevenção, mapeamento dos criadouros e também sobre a microcefalia. FOTO: Pixabay

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A ausência de algumas pessoas na escola Desembargador Renato Fonseca, em Olinda (PE), chamou a atenção de Jeovanni Cipriano, de 18 anos. “Tudo começou quanto eu senti falta  de colegas meus e de funcionários no colégio. Me reuni com a turma na biblioteca e decidimos investigar o que estava acontecendo tanto na escola quanto no bairro”, explica Jeovanni que, na época, cursava ainda o 1º do Ensino Médio. A inquietação dos jovens, tão característica da idade, hoje mostra resultados com o desenvolvimento de um aplicativo chamado Caça ao Aedes em Jardim Brasil. Mais uma iniciativa da população e que se destaca no combate do mosquito Aedes aegypti.

Em 2014, o grupo de amigos começou a entrevistar os moradores da região.  Chegaram a falar com mais de 290 pessoas e descobriram que, diante do alto número de conhecidos com dengue, era preciso agir. Entre 2014 e 2015,  os alunos começaram um trabalho batendo de porta em porta,  visitando casas, identificando possíveis criadouros do mosquito e conscientizando a população de como evitar a  proliferação do Aedes.

A ideia dos jovens alunos era levar a população informações que pudessem conter o avanço das arboviroses no local. Nem sempre eram bem recebidos, mas nem isso impedia que insistissem em informar. “ Alguns moradores não deixavam a gente entrar, mas a gente, mesmo assim, deixava um panfleto com todas as informações’, comenta Jeovanni.

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“Tudo começou quanto eu senti falta  de colegas meus e de funcionários no colégio. Me reuni com a turma na biblioteca e decidimos investigar o que estava acontecendo tanto na escola quanto no bairro.” — Jeovanni Cipriano, 18 anos, inventor do app.
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Um das coordenadoras do projeto, a psicopedagoga Jorgecy Cabral, também relembra a situação. “ A gente chegava  muitas vezes só no bate-papo porque a gente queria ajudar aquela comunidade e alguns, infelizmente, ainda não tinham consciência do que poderia acontecer com o seu lixo, na calçada. As ruas tinham muito lixo pelas esquinas. Até acumulado em frente a escola”, explica. Diante de tanto esforço, mutirões no bairro e palestras com a comunidade, os alunos acabaram conquistando a população do Jardim Brasil. E os resultados vieram em 2016.

Jeovanni conta que o mesmo número de pessoas entrevistadas de 2014 também abordadas em 2016 e uma queda de 67% no número de casos na região em Olinda. Com os resultados positivos e ainda com o apoio da população, que sempre estava “ de olho” nos focos do Aedes na região, os alunos decidiram que era a hora de ampliar a estratégia. Já estava difícil gerenciar a quantidade de denúncias que recebiam. Eram os próprios alunos que faziam as vistorias e ainda selecionavam os casos mais complicados para encaminhar a prefeitura local.

Os alunos buscaram o apoio no Youtube para descobrir como poderiam colocar em prática uma nova ferramenta que pudesse ajudar na continuidade do combate ao mosquito Aedes aegypti. Após madrugadas de dedicação, o aplicativo Caça ao Aedes no Jardim Brasil surgiu para o sistema Android e iOS. Nele a população pode continuar a fazer denúncias de foco dos mosquitos, ter  acesso à informação como sintomas das arboviroses, prevenção, mapeamento dos criadouros e também sobre a microcefalia.

“Com as informações das denúncias do APP, visitamos os locais exatos dos focos na comunidade onde a escola está inserida por causa do GPS que está incorporado na plataforma e ainda tentamos solucionar o problema.”, explica Jeovanni.

app aedes 1

Equipe de estudantes foi homenageada pelo projeto e recebeu o prêmio “Destaque Pernambuco”. FOTO: Divulgação.

Contudo, a adesão não se limitou ao Jardim Brasil e a plataforma já tem denúncias de outros estados. “Até o momento já foram contabilizadas centenas de reclamações. Caso a denúncia venha de outra cidade ou de outro estado, encaminhamos a demanda para a Secretaria de Saúde de cada Município”, afirma Jeovanni. Os alunos receberam denúncias de focos do Aedes na Paraíba e no Piauí.

Reconhecimento

No mês de novembro de 2016, os alunos participaram  da Feira Ciência  Jovem, que aconteceu em  Recife. O Caça ao Aedes no Jardim Brasil foi mostrado ao público durante três dias e entre mais de 270 projetos do mundo inteiro. A equipe foi reconhecida como “Destaque de Pernambuco”  e com isso, ganharam credenciais para representar o Brasil com o projeto em uma feira de tecnologia na cidade de Assunção, no Paraguai, em Junho de 2017.

 
 

Alunos de escola pública de Olinda criam app para combater Aedes aegypti

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A população pode continuar a fazer denúncias de foco dos mosquitos, ter acesso à informação como sintomas das arboviroses, prevenção, mapeamento dos criadouros e também sobre a microcefalia. FOTO: Pixabay

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A ausência de algumas pessoas na escola Desembargador Renato Fonseca, em Olinda (PE), chamou a atenção de Jeovanni Cipriano, de 18 anos. “Tudo começou quanto eu senti falta  de colegas meus e de funcionários no colégio. Me reuni com a turma na biblioteca e decidimos investigar o que estava acontecendo tanto na escola quanto no bairro”, explica Jeovanni que, na época, cursava ainda o 1º do Ensino Médio. A inquietação dos jovens, tão característica da idade, hoje mostra resultados com o desenvolvimento de um aplicativo chamado Caça ao Aedes em Jardim Brasil. Mais uma iniciativa da população e que se destaca no combate do mosquito Aedes aegypti.

Em 2014, o grupo de amigos começou a entrevistar os moradores da região.  Chegaram a falar com mais de 290 pessoas e descobriram que, diante do alto número de conhecidos com dengue, era preciso agir. Entre 2014 e 2015,  os alunos começaram um trabalho batendo de porta em porta,  visitando casas, identificando possíveis criadouros do mosquito e conscientizando a população de como evitar a  proliferação do Aedes.

A ideia dos jovens alunos era levar a população informações que pudessem conter o avanço das arboviroses no local. Nem sempre eram bem recebidos, mas nem isso impedia que insistissem em informar. “ Alguns moradores não deixavam a gente entrar, mas a gente, mesmo assim, deixava um panfleto com todas as informações’, comenta Jeovanni.

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“Tudo começou quanto eu senti falta  de colegas meus e de funcionários no colégio. Me reuni com a turma na biblioteca e decidimos investigar o que estava acontecendo tanto na escola quanto no bairro.” — Jeovanni Cipriano, 18 anos, inventor do app.
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Um das coordenadoras do projeto, a psicopedagoga Jorgecy Cabral, também relembra a situação. “ A gente chegava  muitas vezes só no bate-papo porque a gente queria ajudar aquela comunidade e alguns, infelizmente, ainda não tinham consciência do que poderia acontecer com o seu lixo, na calçada. As ruas tinham muito lixo pelas esquinas. Até acumulado em frente a escola”, explica. Diante de tanto esforço, mutirões no bairro e palestras com a comunidade, os alunos acabaram conquistando a população do Jardim Brasil. E os resultados vieram em 2016.

Jeovanni conta que o mesmo número de pessoas entrevistadas de 2014 também abordadas em 2016 e uma queda de 67% no número de casos na região em Olinda. Com os resultados positivos e ainda com o apoio da população, que sempre estava “ de olho” nos focos do Aedes na região, os alunos decidiram que era a hora de ampliar a estratégia. Já estava difícil gerenciar a quantidade de denúncias que recebiam. Eram os próprios alunos que faziam as vistorias e ainda selecionavam os casos mais complicados para encaminhar a prefeitura local.

Os alunos buscaram o apoio no Youtube para descobrir como poderiam colocar em prática uma nova ferramenta que pudesse ajudar na continuidade do combate ao mosquito Aedes aegypti. Após madrugadas de dedicação, o aplicativo Caça ao Aedes no Jardim Brasil surgiu para o sistema Android e iOS. Nele a população pode continuar a fazer denúncias de foco dos mosquitos, ter  acesso à informação como sintomas das arboviroses, prevenção, mapeamento dos criadouros e também sobre a microcefalia.

“Com as informações das denúncias do APP, visitamos os locais exatos dos focos na comunidade onde a escola está inserida por causa do GPS que está incorporado na plataforma e ainda tentamos solucionar o problema.”, explica Jeovanni.

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Equipe de estudantes foi homenageada pelo projeto e recebeu o prêmio “Destaque Pernambuco”. FOTO: Divulgação.

Contudo, a adesão não se limitou ao Jardim Brasil e a plataforma já tem denúncias de outros estados. “Até o momento já foram contabilizadas centenas de reclamações. Caso a denúncia venha de outra cidade ou de outro estado, encaminhamos a demanda para a Secretaria de Saúde de cada Município”, afirma Jeovanni. Os alunos receberam denúncias de focos do Aedes na Paraíba e no Piauí.

Reconhecimento

No mês de novembro de 2016, os alunos participaram  da Feira Ciência  Jovem, que aconteceu em  Recife. O Caça ao Aedes no Jardim Brasil foi mostrado ao público durante três dias e entre mais de 270 projetos do mundo inteiro. A equipe foi reconhecida como “Destaque de Pernambuco”  e com isso, ganharam credenciais para representar o Brasil com o projeto em uma feira de tecnologia na cidade de Assunção, no Paraguai, em Junho de 2017.

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