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Categorias: Saúde e Educação.
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Um dos problemas apontados na audiência foi a baixa velocidade da conexão à internet nas escolas. Foto: Divulgação/Prefeitura de Itaituba (PA)

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O Brasil precisa garantir o acesso das escolas à internet como forma de melhorar a educação e dar igualdade de oportunidades a todos os estudantes. A opinião foi unânime entre os participantes de audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, realizada 6 de dezembro.

A audiência foi solicitada pelo deputado JHC  para debater projeto (PL 4851/16), que trata da avaliação e monitoramento das políticas públicas destinadas à ampliação do acesso à internet, entre elas o Plano Nacional de Banda Larga. O deputado é relator do projeto na comissão.

Américo Bernardes, do Departamento de Inclusão Digital da Secretaria de Telecomunicações do Ministério da Ciência e Tecnologia, afirmou que, apesar de haver muitas escolas conectadas, a velocidade é baixa.

A meta do governo é atingir os 30 milhões de alunos matriculados nas escolas públicas no ensino fundamental e médio até o ano de 2021, mas o País está longe dos números ideais.

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Concentração
O representante do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Fábio Senne, apresentou dados de pesquisa realizada em 2015 que apontou que apenas 51% dos domicílios possuem alguma forma de acesso à rede.

O problema é que o acesso está concentrado nas áreas urbanas do Sul e Sudeste. A situação é pior nas regiões Norte e Nordeste e em áreas mais pobres, como explicou Senne. O fato mais preocupante é  que 3, 6 milhões de jovens jamais acessaram a internet.

“Na área rural, só temos 22% dos domicílios com alguma conexão, que pode ser, inclusive, um celular. Não estamos necessariamente falando de internet fixa aqui. Então, há um desafio de inclusão muito grande, especialmente nessa área. E se olharmos a diferença das classes D e E para a classe A, também temos uma diferença abissal”, informou.

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Desigualdades
A diretora-presidente do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), Lúcia Dellagnelo, afirmou que não faz mais sentido pensar em uma política única sem levar em conta as diferenças em infraestrutura em estados e municípios.

Segundo ela, esse é o momento ideal para implementar uma política mais ampla do uso de tecnologia na educação. “Estados e municípios querem ter um papel proativo no desenho dessa nova política nacional”.

Para a diretora-executiva do Instituto Inspirare, Anna Penido, é fundamental garantir a qualidade do ensino, a contemporaneidade e a equidade, ou seja, garantir a igualdade de oportunidades para todos os estudantes.

O diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, Ronaldo Lemos, disse que a falta de acesso a tecnologias se reflete em casos como o péssimo resultado do Brasil na prova Pisa, que avalia os conhecimentos de alunos de vários países em matemática, leitura e ciências.

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Política de Estado

Vitor Lippi: futuro complicado na educação. Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) também concordou que o acesso à internet nas escolas tem que ser feito por meio de uma política de Estado, articulada com estados e municípios.

“Quando não conseguimos levar essa tecnologia para as escolas, e a escola também, infelizmente, não tem conseguido dar a qualidade no ensino que nós esperamos, acho que nosso futuro está complicado”.

Lippi cobrou ainda a capacitação de professores dentro de um método de ensino ligado à tecnologia e que seja capaz de motivar os alunos.

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Por Agência Câmara Notícias
 
 

Brasil precisa de escolas conectadas para melhorar qualidade da educação, dizem especialistas

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Um dos problemas apontados na audiência foi a baixa velocidade da conexão à internet nas escolas. Foto: Divulgação/Prefeitura de Itaituba (PA)

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O Brasil precisa garantir o acesso das escolas à internet como forma de melhorar a educação e dar igualdade de oportunidades a todos os estudantes. A opinião foi unânime entre os participantes de audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, realizada 6 de dezembro.

A audiência foi solicitada pelo deputado JHC  para debater projeto (PL 4851/16), que trata da avaliação e monitoramento das políticas públicas destinadas à ampliação do acesso à internet, entre elas o Plano Nacional de Banda Larga. O deputado é relator do projeto na comissão.

Américo Bernardes, do Departamento de Inclusão Digital da Secretaria de Telecomunicações do Ministério da Ciência e Tecnologia, afirmou que, apesar de haver muitas escolas conectadas, a velocidade é baixa.

A meta do governo é atingir os 30 milhões de alunos matriculados nas escolas públicas no ensino fundamental e médio até o ano de 2021, mas o País está longe dos números ideais.

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Concentração
O representante do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Fábio Senne, apresentou dados de pesquisa realizada em 2015 que apontou que apenas 51% dos domicílios possuem alguma forma de acesso à rede.

O problema é que o acesso está concentrado nas áreas urbanas do Sul e Sudeste. A situação é pior nas regiões Norte e Nordeste e em áreas mais pobres, como explicou Senne. O fato mais preocupante é  que 3, 6 milhões de jovens jamais acessaram a internet.

“Na área rural, só temos 22% dos domicílios com alguma conexão, que pode ser, inclusive, um celular. Não estamos necessariamente falando de internet fixa aqui. Então, há um desafio de inclusão muito grande, especialmente nessa área. E se olharmos a diferença das classes D e E para a classe A, também temos uma diferença abissal”, informou.

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Desigualdades
A diretora-presidente do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), Lúcia Dellagnelo, afirmou que não faz mais sentido pensar em uma política única sem levar em conta as diferenças em infraestrutura em estados e municípios.

Segundo ela, esse é o momento ideal para implementar uma política mais ampla do uso de tecnologia na educação. “Estados e municípios querem ter um papel proativo no desenho dessa nova política nacional”.

Para a diretora-executiva do Instituto Inspirare, Anna Penido, é fundamental garantir a qualidade do ensino, a contemporaneidade e a equidade, ou seja, garantir a igualdade de oportunidades para todos os estudantes.

O diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, Ronaldo Lemos, disse que a falta de acesso a tecnologias se reflete em casos como o péssimo resultado do Brasil na prova Pisa, que avalia os conhecimentos de alunos de vários países em matemática, leitura e ciências.

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Política de Estado

Vitor Lippi: futuro complicado na educação. Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) também concordou que o acesso à internet nas escolas tem que ser feito por meio de uma política de Estado, articulada com estados e municípios.

“Quando não conseguimos levar essa tecnologia para as escolas, e a escola também, infelizmente, não tem conseguido dar a qualidade no ensino que nós esperamos, acho que nosso futuro está complicado”.

Lippi cobrou ainda a capacitação de professores dentro de um método de ensino ligado à tecnologia e que seja capaz de motivar os alunos.

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Por Agência Câmara Notícias
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