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Categorias: Cidades colaborativas e sustentáveis.
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O segundo dia do Smart City Business America Congress & Expo 2017 recebeu o painel ‘As redes de IoT (Internet das Coisas): uma revolução na conectividade das cidades’, no qual os palestrantes falaram sobre as novas conexões de rede de baixo custo, baixo consumo de bateria e longo alcance, utilizadas para sistemas de IoT na integração de Smart Cities e outros serviços. O encontro contou com a mediação de Luiz Augusto Bellusci, Business Designer da Coisa Lab – Design e Tecnologia para IoT.

Nilton Valente, da Artimar apresentou o conceito das redes LPWAN (Low Power Wide Area Network). São redes utilizadas para abranger grandes áreas, como cidades, e tem como suas principais características o baixo custo, longo alcance e baixo consumo de energia, tudo isso possível graças à utilização de uma banda curta, além de ser uma rede segura. Eduardo Iha, Diretor de Business Development da WND, informou em sua palestra que a demanda por banda em IoT é pequena porque o sistema é composto em 90% por pequenas mensagens textuais. Valente falou ainda sobre alguns serviços de IoT utilizados no dia-a- dia e disponíveis através das LPWANs, como o monitoramento de água, luz, temperatura, animais de estimação, rastreamento de bicicletas, etc. Ainda discorreu sobre a aplicação de Internet das Coisas no agronegócio e na mineração. A agropecuária utiliza a IoT para monitorar animais e estudar o comportamento deles, monitorar equipamentos, clima e possíveis incêndios. Já na mineração, os coletes de segurança contam com sensores de gases prejudiciais e inodoros. Além disso, o IoT é ponto chave nas Smart Cities sendo aplicada no monitoramento de câmeras, sistemas de estacionamento inteligente, na iluminação pública, entre outros. “Com todos esses sistemas implantados na cidade, temos o modelo de Governo Inteligente, que tem maior controle e qualidade nos serviços públicos que oferta”, finalizou Valente.

Em seguida, Claudio Sonaglio, executivo da Vermont, Tarcisio Pilati, da ZTE e Eduardo Iha falaram mais sobre os serviços de LPWAN ofertados por suas empresas. A Vermont trabalha com o sistema LoRa (Long Range, que pode chegar a até 50km de alcance), desenvolvido na França. Entre suas principais vantagens estão código aberto e livre, imunidade à interferências e baixo custo. O sistema é utilizado em cidades europeias, como Cork, na Irlanda, Glasgow e Budapeste. A ZTE foi responsável pela 1ª rede mundial de LTE em operação comercial para uso público e governamental, em Pequim. A WND representa o sistema Sigfox no Brasil, e possuí o objetivo de cobrir no mínimo 80% da população nacional até 2018 (nas cidades e zonas rurais).

Para finalizar as apresentações, o reitor do Instituto Mauá de Tecnologia, Professor Doutor José Carlos Souza Junior falou um pouco do ponto de vista acadêmico do desenvolvimento de IoT. O Instituto Mauá possuí um Smart Campus com sistema de LPWAN LoRa, em São Caetano do Sul e trabalhada o desenvolvimento de projetos através de três pilares: a viabilidade, os recursos técnicos e o desejo do público. Para isso, o Instituto integra as áreas de administração, engenharia e design. Lá foram desenvolvidos sistemas de monitoramento de armas de fogo para empresas de segurança e de transformadores de energia em postes. Para o reitor, a aplicação de IoT é barata e pode ajudar em diversas áreas. “Por que não aproveitamos as luzes de emergência, obrigatórias em lugares públicos, para colocar sensores de presença, movimento e temperatura, que são simples e baratos? No Instituto, revolucionamos até a limpeza de banheiros, que é feita de acordo com a demanda observada pelos sensores de presença existentes nas luzes de emergência”, contou.

Ao fim das apresentações, o painel contou com um breve debate. Bellusci trouxe à mesa os desafios para aplicação de IoT em pequenas e médias cidades. Para Nilton Valente, a demanda dos agronegócios irá impulsionar a presença de sistemas nas pequenas cidades. Já Tarcisio Pilati acredita que as cidades devam recorrer a Parcerias Público-Privadas para atingir esse objetivo. Eduardo Iha complementou falando sobre a importância do apoio ao empreendedorismo criativo e às universidades para criar um ecossistema favorável ao desenvolvimento tecnológico.

Em seguida, o assunto foi privacidade. Para José Carlos de Souza, a tecnologia trouxe mudanças na ética relacionada à privacidade. Segundo ele “você abre mão de uma coisa para ganhar em outra”, explicou citando o exemplo de uma pulseira de monitoramento que pode ser usada para vigiar alguém, mas também pode servir para ajudar um médico a diagnosticar um caso de hiperatividade em uma criança.

 
 

Conexões baratas e de longa distância são o foco em redes para IoT

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O segundo dia do Smart City Business America Congress & Expo 2017 recebeu o painel ‘As redes de IoT (Internet das Coisas): uma revolução na conectividade das cidades’, no qual os palestrantes falaram sobre as novas conexões de rede de baixo custo, baixo consumo de bateria e longo alcance, utilizadas para sistemas de IoT na integração de Smart Cities e outros serviços. O encontro contou com a mediação de Luiz Augusto Bellusci, Business Designer da Coisa Lab – Design e Tecnologia para IoT.

Nilton Valente, da Artimar apresentou o conceito das redes LPWAN (Low Power Wide Area Network). São redes utilizadas para abranger grandes áreas, como cidades, e tem como suas principais características o baixo custo, longo alcance e baixo consumo de energia, tudo isso possível graças à utilização de uma banda curta, além de ser uma rede segura. Eduardo Iha, Diretor de Business Development da WND, informou em sua palestra que a demanda por banda em IoT é pequena porque o sistema é composto em 90% por pequenas mensagens textuais. Valente falou ainda sobre alguns serviços de IoT utilizados no dia-a- dia e disponíveis através das LPWANs, como o monitoramento de água, luz, temperatura, animais de estimação, rastreamento de bicicletas, etc. Ainda discorreu sobre a aplicação de Internet das Coisas no agronegócio e na mineração. A agropecuária utiliza a IoT para monitorar animais e estudar o comportamento deles, monitorar equipamentos, clima e possíveis incêndios. Já na mineração, os coletes de segurança contam com sensores de gases prejudiciais e inodoros. Além disso, o IoT é ponto chave nas Smart Cities sendo aplicada no monitoramento de câmeras, sistemas de estacionamento inteligente, na iluminação pública, entre outros. “Com todos esses sistemas implantados na cidade, temos o modelo de Governo Inteligente, que tem maior controle e qualidade nos serviços públicos que oferta”, finalizou Valente.

Em seguida, Claudio Sonaglio, executivo da Vermont, Tarcisio Pilati, da ZTE e Eduardo Iha falaram mais sobre os serviços de LPWAN ofertados por suas empresas. A Vermont trabalha com o sistema LoRa (Long Range, que pode chegar a até 50km de alcance), desenvolvido na França. Entre suas principais vantagens estão código aberto e livre, imunidade à interferências e baixo custo. O sistema é utilizado em cidades europeias, como Cork, na Irlanda, Glasgow e Budapeste. A ZTE foi responsável pela 1ª rede mundial de LTE em operação comercial para uso público e governamental, em Pequim. A WND representa o sistema Sigfox no Brasil, e possuí o objetivo de cobrir no mínimo 80% da população nacional até 2018 (nas cidades e zonas rurais).

Para finalizar as apresentações, o reitor do Instituto Mauá de Tecnologia, Professor Doutor José Carlos Souza Junior falou um pouco do ponto de vista acadêmico do desenvolvimento de IoT. O Instituto Mauá possuí um Smart Campus com sistema de LPWAN LoRa, em São Caetano do Sul e trabalhada o desenvolvimento de projetos através de três pilares: a viabilidade, os recursos técnicos e o desejo do público. Para isso, o Instituto integra as áreas de administração, engenharia e design. Lá foram desenvolvidos sistemas de monitoramento de armas de fogo para empresas de segurança e de transformadores de energia em postes. Para o reitor, a aplicação de IoT é barata e pode ajudar em diversas áreas. “Por que não aproveitamos as luzes de emergência, obrigatórias em lugares públicos, para colocar sensores de presença, movimento e temperatura, que são simples e baratos? No Instituto, revolucionamos até a limpeza de banheiros, que é feita de acordo com a demanda observada pelos sensores de presença existentes nas luzes de emergência”, contou.

Ao fim das apresentações, o painel contou com um breve debate. Bellusci trouxe à mesa os desafios para aplicação de IoT em pequenas e médias cidades. Para Nilton Valente, a demanda dos agronegócios irá impulsionar a presença de sistemas nas pequenas cidades. Já Tarcisio Pilati acredita que as cidades devam recorrer a Parcerias Público-Privadas para atingir esse objetivo. Eduardo Iha complementou falando sobre a importância do apoio ao empreendedorismo criativo e às universidades para criar um ecossistema favorável ao desenvolvimento tecnológico.

Em seguida, o assunto foi privacidade. Para José Carlos de Souza, a tecnologia trouxe mudanças na ética relacionada à privacidade. Segundo ele “você abre mão de uma coisa para ganhar em outra”, explicou citando o exemplo de uma pulseira de monitoramento que pode ser usada para vigiar alguém, mas também pode servir para ajudar um médico a diagnosticar um caso de hiperatividade em uma criança.

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